Testosterona

O tema “Testosterona” será discutido em dois posts. Neste primeiro post comentarei sobre a síntese e a importância do hormônio, e no próximo sobre os suplementos que poderão ser usados para estimular a sua produção endógena.

A testosterona é um hormônio esteroidal que regula um grande número de processos fisiológicos e de desenvolvimento e é produzida principalmente pelas Células de Leydig, presentes no interstício testicular.

A testosterona é sintetizada a partir do colesterol, o qual também é importante para a síntese de hormônios femininos, além de estar presente nas membranas celulares. Todas essas substâncias apresentam uma estrutura básica formada por 17 carbonos, distribuídos em quatro estruturas cíclicas. Variações nos radicais que se ligam a esta estrutura básica originam os diferentes esteroides.

Para que ocorra a sínese endógena da testosterona, o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) hipotalâmico deve estimular a síntese dos hormônios Luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH), pela hipófise. Por sua vez, o LH vai atuar nas células de Leydig, nos testículos, para a produção da testosterona. Quando a testosterona atinge níveis desejáveis, a síntese de GnRH e de LH são inibidas, ou seja, ocorre um feedback negativo. Este também é um dos efeitos do uso da testosterona exógena, uma vez que altos níveis desse hormônio influência negativamente na liberação de hormônios do hipotálamo e da hipófise, que são os sinalizadores para a síntese do hormônio pelo nosso organismo.

A testosterona há muito tempo está em voga, isto porque é um hormônio que atua em muitos órgãos e sistemas e influência sobre aspectos importantes da vida masculina, como aparência física, comportamento, mentalidade, habilidades e sexualidade. Além disso é associada ao fisiculturismo.

A baixa de testosterona pode acontecer pelo envelhecimento, durante a andropausa, ou por hipogonadismo, onde os testículos produzem pouca ou nenhuma testosterona. Já o excesso pode ocorrer pelo hipergonadismo, onde os testículos produzem uma quantidade maior do hormônio do que o necessário, ou o uso de fonte exógena do mesmo. Em homens saudáveis a diminuição na produção é um processo bastante lento. Níveis baixos podem ser encontrados em menos de 1% dos homens com menos de 40 anos, ou em torno de 20% dos homens com mais de 60 anos, ou ainda em mais de 40% dos homens acima de 80 anos.

Os sintomas e os sinais mais comuns referentes a baixa de testosterona são: a diminuição da libido, da atividade sexual e da ereção espontânea; a ginecomastia; a diminuição dos pelos do corpo; a diminuição dos testículos e a ausência ou baixa contagem de espermatozoides. Os principais objetivos do tratamento, nos casos de hipogonadismo masculino, são corrigir os sintomas de deficiência de testosterona e manter as características sexuais secundárias. Em homens adultos e saudáveis, o objetivo do tratamento é manter a testosterona, pelo menos, no limite inferior da faixa normal (280-300 ng/dL).

Testosterona – Fórmula estrutural e produção por idade.

Disponível em: https://br.freepik.com/vetores-premium/tabela-de-cores-do-nivel-de-testosterona-producao-de-hormonios-sexuais-por-idade-infografico-de-vetor-plano-isolado-diagrama-com-baixo-e-alto-equilibrio-de-hormonios-no-corpo-masculino-ilustracao-medica-de-silhueta-de-homem-adulto_22984848.htm#query=testosterona&position=34&from_view=keyword. Acesso: 08 de setembro de 2022.

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