Bendita maturidade

Textos extraídos do livro: “Bendita maturidade”

Autor: Artur Smania Junior

“A maturidade não tem idade, não tem sexo e nem forma. É um polígono com os lados desiguais, pois, não acontece reciprocamente em todos os âmbitos de sua vida. É um aprendizado progressivo e, geralmente os mestres são mais jovens que os alunos”.

“O amanhã está por vir e o hoje é para ser vivido. É evidente que a esperança é importante, mas ela não é a sua vida. Você tem que fazer o possível para viver bem a sua vida hoje. Porém, não tenho a menor dúvida que a nossa vida hoje é fruto e consequência do ontem, das sementes boas ou más que foram plantadas por nós mesmos. A esperança é um mistério. Não sabemos o que acontecerá amanhã. Eu uso a esperança para as coisas do Divino – tenho esperança na vida eterna. Para alimentar e sustentar essa esperança leio muitos filósofos, religiosos e até profissionais técnicos, como a médica Elisabeth Kubler-Ross. Eu tenho esperança numa vida depois dessa. Tenho apenas a esperança e não a certeza porque infelizmente a minha fé não é suficientemente grande para que eu acredite piamente no post-mortem”.

“A maioria das pessoas aceita a ideia de que só conseguirá sobreviver se ela for um igual. Então, essa criatura pode ter pouco de original, ela estará em consonância com as características do meio. Porém, algumas pessoas, quando chegam numa certa idade começam a se descobrir e compreender que compõe um ser único e não uma parte de um todo. Caso essa descoberta aconteça e você resolva investir no seu “uno” você passa a ser diferente. Ser diferente, no caso, é ser você mesmo. Se você tiver coragem para ser você mesmo terá que estar preparado, para em alguns momentos, ser até mesmo excluído e questionado. Você pode passar a ser visto como um alienígena para o seu meio, porque você deixou de ser uma parte para ser um todo. Você vai então sofrer todas as consequências de sua escolha. Você poderá sutilmente ser preterido numa mesa de jogos, não ser ouvido, despertar ódio inespecífico e, consequentemente é normal que essas vivências o torne, em alguns momentos, até um tanto revoltado. Por outro lado, você poderá ter o privilégio de ser você mesmo, fazer suas escolhas segundo suas convicções, não segundo a expectativa do meio”.

Maturidade, Ser você, Filosofia, Psicologia

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